segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Amálgama

Estou desesperada com esta indefinição.
Não sei o que fazer com a minha vida.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Amorfia

Dói-me não saber mais como dizer que dói.



Será que já sou só mais um robot da sociedade? Ou sempre fui. 


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Ilimites

A minha mãe foi a mulher mais feminista que alguma vez conheci.
Não é que haja uma métrica.
Mas foi.
Não por beber a história. Mas por caminhá-la.
Talvez diga isto porque também nunca conheci mulher alguma mais forte que ela. Mais insubordinada. Mais ilimitada.
Ainda ressoa na minha cabeça a sua fumadora e mais fragilizada voz, acerca de uns mini calções que usei para ir vê-la ao lar:
- Esses calções'zinhos, bem...bem...
- Oh, mãe,...
- Sim, sabes que nunca te impus limites.

Devo-lhe a ela toda a sofreguidão de liberdade que tenho.



A ti, mãe, à maior feminista que veste o meu coração de luta diária.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Ego

No mais sincero desabafo devia ter-te dito:
 Não morras, mãe, que eu não consigo aguentar isto sem ti. 

E era a mais nua das verdades. Mas não seria sobre ti.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A tristeza é nostalgia de dizer adeus

Normalmente escrevo sobre amor quando estou bêbeda
Normalmente escrevo sobre dor quando qualquer tipo de estado, humanamente conseguível, é insuportável.
O amor é veres-me este esqueleto, trinca-espinhas, amarelamente insalubre, decrépito regurgitado e, ainda assim, verteres a dormência apaixonada de quem tem todas as horas cósmicas para perder e todo o mundo para vencer.
Dizer de plateia cheia: Amo-te.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Brisa

A inveja tremenda dos vivos está
                                               no segredo que possuem os mortos.